Desde o período clássico com a definição de Aristóteles, depois entre as mulheres e homens de letras do Renascimento e os filósofos dos séculos das Luzes, nos salões literários, nas festas e nas associações de trabalhadores e de imigrantes, as diferentes experiências de so¬ciabilidade são evidências do que Montesquieu chamou de 'lei natural da humanidade': o dese¬jo de viver em sociedade. Este livro tem sua origem no interesse pelas for¬mas como o termo ou a ideia de sociabilidade vem sendo abordada pelas ciências sociais, es¬pecialmente pelos historiadores. Os textos aqui reunidos discutem não apenas as práticas de sociabilidade, sua diversidade e objetivos, mas as mudanças que o próprio conceito sofreu ao longo do tempo, sua historicidade.